Mercado farmacêutico brasileiro deve alcançar US$ 43,9 bilhões até 2026

O setor farmacêutico no Brasil se mantém em crescimento, impulsionado por mudanças no perfil de consumo e pela ampliação dos canais de distribuição. Segundo o relatório Tendências Farma 2026, elaborado pela Mintel, a expectativa é de que o mercado nacional atinja US$ 43,9 bilhões até o ano de 2026. A participação do varejo passa a ser compartilhada com outros segmentos, cerca de 41% desse volume deverá ser movimentado por hospitais, governo e compras institucionais. Esse novo sistema do mercado exige que empresas ligadas direta ou indiretamente à cadeia farmacêutica adotem estratégias cada vez mais estruturadas, com foco na antecipação de demandas emergenciais, leitura precisa do comportamento de consumo e rigor absoluto no cumprimento das exigências regulatórias. O cenário envolve não apenas fabricantes e profissionais de saúde, mas também prestadores de serviços especializados, como operadores logísticos.

De acordo com o diretor Operacional e de Tecnologia da Temp Log, Ricardo Canteras, o avanço da demanda institucional impõe desafios específicos. Ele afirma que o crescimento das compras por hospitais e órgãos públicos amplia a necessidade de respostas rápidas, especialmente em situações relacionadas à saúde pública, além de exigir maior capilaridade e total aderência às normas regulatórias. Enquanto no varejo, a eficiência da última milha se torna determinante. São contextos distintos, mas ambos demandam alto nível de especialização e adequação operacional.

As projeções da Mintel estão alinhadas às estimativas da IQVIA, consultoria responsável pela auditoria do varejo farmacêutico no Brasil, que aponta um crescimento médio de 11% para o setor nos próximos cinco anos. Tendências já consolidadas, como o envelhecimento da população, a perda de patentes e a expansão dos medicamentos biológicos, continuam sustentando essa evolução. Outros movimentos no entanto, surgem como vetores mais recentes de transformação, temos como exemplo os medicamentos à base de GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, que têm provocado impactos significativos no mercado. Entre agosto de 2024 e agosto de 2025, a categoria obesidade/diabetes movimentou R$ 13,2 bilhões, sendo R$ 7,1 bilhões atribuídos apenas à semaglutida, medicamentos análogos do GLP-1. Com a chegada de novas formulações e o vencimento de patentes de produtos como o Ozempic, previsto para março de 2026 no Brasil, a tendência é de um aquecimento ainda maior desse segmento.

Nesse contexto, os operadores logísticos assumem um papel estratégico ao assegurar que os medicamentos cheguem ao destino final com total preservação de suas características físicas, químicas e de segurança. À medida que o mercado avança, cresce também a necessidade por soluções logísticas cada vez mais personalizadas, sobretudo no transporte de medicamentos sob prescrição e de insumos voltados à indústria da saúde e da estética.

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