​Crise no Fornecimento de Medicamentos para Epilepsia Atinge Pacientes em Todo o Brasil

O Brasil enfrenta uma preocupante escassez de medicamentos essenciais para o tratamento da epilepsia, afetando milhares de pacientes que dependem dessas terapias para manter a qualidade de vida e controlar crises convulsivas.


Desabastecimento de Medicamentos Cruciais

A Associação Brasileira de Epilepsia (ABE) alertou para a possibilidade de desabastecimento de medicamentos como o clobazam (comercializado como Frisium® e Urbanil®) e o fenobarbital (Gardenal®) nas farmácias de todo o país. Segundo a entidade, o ritmo de entrega desses fármacos tem sido prejudicado desde o ano passado, com uma piora significativa em 2025. Folha de Londrina+3Portal da Epilepsia+3Sanofi Brasil+3


Transferência de Responsabilidade e Problemas Logísticos

A Sanofi, anteriormente responsável pela produção desses medicamentos, transferiu os registros para a Pharlab, controlada pela empresa Moksha8, em fevereiro de 2025. Apesar da mudança, as embalagens ainda exibem a logomarca da Sanofi, o que tem causado confusão entre os consumidores. A Sanofi afirmou que, desde a transferência, a responsabilidade pela comercialização e abastecimento é da nova empresa.


Impacto nos Pacientes e Medidas Propostas

A escassez desses medicamentos tem levado pacientes a enfrentarem dificuldades para manter seus tratamentos, aumentando o risco de crises epilépticas e comprometendo a qualidade de vida. Em resposta, o Ministério da Saúde propôs a distribuição de levetiracetam em dosagens menores (250 mg) para substituir a apresentação de 750 mg, atualmente em falta. No entanto, especialistas alertam que essa substituição pode confundir os pacientes e levar a erros na administração, além de não garantir a eficácia do tratamento.